Quinta-feira, 15 de Setembro de 2005

Quando de tantos "tantos" nós formos



Lutz Behnke




quando de tanto caminhar nós nos encontrarmos
quando de tanto acordar nós nos cansarmos
quando de tantos "tantos" nós formos...

quando de tanto amarmos nós em nós nos diluírmos
quando de tantos desejos nós não nos satisfizermos
quando de tantos "tantos" nós ainda querermos...

quando de tantos olhares descobrirmos cumplicidades
quando de tantos beijos a minha boca for tua
quando de tantos "tantos" nós nos entregarmos...

quando de tantas certezas nós ns subtraírmos as almas
quando de tanto nos termos nós nos possuírmos
quando de tantos "tantos" nós ainda sabermos gritar de êxtase...

quando de tanto nos empaturrarmos de sonhos
quando de tanto nos engravidarmos de ideais
quando de tantos "tantos" ainda descobrirmos que somos tantos assim

... então teremos a certeza, que em tantos juntos
apenas somos um com um desejo só.


PS: a todos os que,apesar da minha ausência, continuam a visitar-me, confortando-me as palavras ao dizerem-me que ainda estão presentes. a todos esses meus amigos da blogosfera um abraço do tamanho da poesia.

publicado por Lancelote às 18:12
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Quinta-feira, 8 de Setembro de 2005

O traço do risco

f915071.jpg
Foto by Vitor Cid

riscos...apenas riscos
borbulhantes na sua esquizofrenia de se serem rectos
desviantes semi-rectos, atípico traço, eterno ponto de fuga
padrão borratado do manusear do pulso gasto, gesto adquirido até parece inato

desgastei a tinta do contorno da pele, debaixo procurei o reflexo do espelho
atrapalhei a mente com assobios de pautas com traços de riscos,
cantadas na enncruzilhada da penumbra.

por vezes em restantes poeirentos, translúcida e cosida de velha
denuncia o percurso usado, a roupagem coçada de tanto vestida
peão na investida com cor de cansaço de amanhã

queria sonhar um traço eterno, sem quebras de página, possível no indiviso
queria o passo do risco, fiel seguidor do fundo da meta, balastro do verso
queria a arrogância do ponto, engasgo da vírgula, o encravar das reticências
queria a soberba de esboço, à cada estação gritar a razão do rumo: apenas porque nos somos!

publicado por Lancelote às 23:01
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