urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva o Rosto da Chuva Lancelote LiveJournal / SAPO Blogs Lancelote 2014-12-07T00:17:27Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:28132 2014-12-07T00:11:00 Psiu 2014-12-07T00:11:47Z 2014-12-07T00:17:27Z <p class="sapomedia images"><a class="media-link" title="image.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/lancelote/fotos/?uid=GLKcb6ng1UUw1p9DAFzY" rel="noopener"><img style="padding: 10px 10px;" title="image.jpg" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Bdd110e74/17811084_gu3wm.jpeg" alt="image.jpg" width="375" height="500" /></a></p> <p>By Rui De Nilo.</p> <p>I</p> <p>à cada instante és mais distância. à cada chamada és mais ausência. à cada palavra és mais lonjura. à cada tu que me conquista sou menos eu que se te aproxima. à cada confissão do meu amor é mais de ti que me fascina... mas é tanto de mim que me subtrais. tanto de ti que desconheço em meu dentro. tanto o que se esvai entre os dedos ... a espera que a tua mão côncava me recolha aos teus olhos. e enfim vejas, quanto de mim é teu... tanto pouco o que me sobra para que te possa dizer: estou aqui... a tua espera! Na verdade, estou aí, a espera aqui, que o que resta de mim recolhas em teus braços...</p> <p>II</p> <p>Quando no teu tempo houver um espaço para o beijo de um vento como eu, diz "psiu!". Enquanto isso, vou andar por aí. A assobiar por entre as frestas das portas, a estampar-me contra janelas e transeuntes, a farejar as copas das árvores e as flores do meu jardim que nunca receberás, a assoprar casais de namorados entrelaçados à bancos de jardim, ansiosos para um abraço terno... O mesmo que de ti, queria fosse meu.</p> <p>"Tanto sem mim para sermos tudo. Só em ti. Apenas por amor. Sabes, mulher?!... O amor só vale a pena se for para doer"</p> <p>Teresa Cândida. Psiu! Sou teu!</p> <p>RdN 19h34m 13/09/2014</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:27661 2014-07-03T20:42:02 Por trás das palavras 2014-07-03T20:32:52Z 2014-07-03T20:32:52Z <p style="text-align: left;"><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/lancelote/fotos/?uid=Ct68hK1MZ7szsMp2Orzp" rel="noopener"><img style="border: 0px currentColor;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B990273e0/410804_FQT4D.jpeg" alt="" width="328" height="500" /></a></p> <p>Foto: Ricardo Alves</p> <p> </p> <p>que segredos há em ti</p> <p>que não deixam que se apague o teu tempo em mim?</p> <p>que consentem que esvoaces e me sussurres ainda... demorada.</p> <p> </p> <p>(tempo meu, vento teu...)</p> <p> </p> <p>que tracejos cinzelaste</p> <p>que não deixam</p> <p>que se apaguem os teus rastos em mim?</p> <p> </p> <p>que pecados irredimíveis me escondo</p> <p>que me condenam a esta sina?</p> <p>a que encantos submeteste-me</p> <p>para que definhe tanto assim</p> <p> </p> <p>(sem oração nem santo que me valha)</p> <p> </p> <p>aos teus olhos</p> <p>aos teus pés... defronte aos meus...</p> <p>sempre teu e ateu a tantos outros amores!</p> <p> </p> <p> </p> <p>Alvalade</p> <p> </p> <p> </p> <p>Ruy de Nilo</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:27391 2012-02-21T21:50:49 Por amor 2012-02-21T22:03:34Z 2012-02-21T22:03:34Z <p><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/lancelote/fotos/?uid=t5pZrH32byzJGn0CwT8N" rel="noopener"><img style="border: 0px;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Baf07af9b/10367160_08QAs.jpeg" alt="" /></a></p> <p> </p> <p> </p> <p>Deixa a noite escorregar nesse vão de breu azul.</p> <p>Deixa o tempo esvair-se nesse ralo de tempo.</p> <p>Deixa que cada gota seja um dilúvio em teus braços.</p> <p> </p> <p>Quando chegar a dor eu vou sorrir de amor.</p> <p>Vou voar no mundo e adormecer nos teus lábios.</p> <p>Roubar momentos. Trajar o anoitecer no delinear dos teus olhos.</p> <p>Adormecer pecados. Traçar as rotas de amar-te. Morder-te os seios.</p> <p> </p> <p>Deixa que eu te alveje por dentro. Te ame como errante.</p> <p>Deixa-me rastos que te almejem.</p> <p>Deixa o vento ludibriar-nos à mesa e acostumar-nos aos contos,</p> <p>porque hoje tem um luar que luareja em demasia.</p> <p> </p> <p>‘’Se te amasse como vivo por te alcançar</p> <p>O sol tardaria todo amanha’’.</p> <p> </p> <p> </p> <p>RdN</p> <p>Luanda</p> <p>21.02.2012</p> <p>00h22</p> <p> </p> <p>Para a Candy… minha mulher. Minha vida!</p> <p> </p> <p style="text-align: left;"> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:26953 2012-02-14T00:45:11 Desencontros 2012-02-14T00:41:29Z 2012-02-14T00:41:29Z <div class="saportecontainer saportepreserve" style="float: left;"><a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/lancelote/fotos/?uid=UgZ1U1flwLOyB23i7bhk" rel="noopener"><img style="border: solid;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gac07c655/10264652_CNDvy.jpeg" alt="Desencontros" width="425" height="222" /></a></div> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> Autor: Antonio Ramos</p> <p> </p> <p> </p> <p><span style="font-family: Calibri;">Tanto me almejei que abdiquei de uma paixão por um grande amor.</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">De tanto me alhear perdi a poesia. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Escorregou-me pelo furo da algibeira. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Talvez nas valetas por onde andei. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Talvez por tanto amor em tao pouco desamor. Do peito só um suspiro.</span><span style="font-family: Calibri;"> </span></p> <p> </p> <p><span style="font-family: Calibri;">Descasquei-me de outra vida. Repeti-me em palavras. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Moldei-as entre os dentes. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Enrosquei-me, bem juntinho, ao pé do mundo. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Amadureci o rasto que me deixou o teu piscar de olhos.</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;"> </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Por tanto tempo andei em contramão em direcção a mim.</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;"> </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Nada foi tão verdadeiro como a paixão pela poesia e os poemas.</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Nada é tão doloroso como a mímica das palavras. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">A irreverência do súbito.</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Nada é tão obstinado como a palavra que transparece a alma. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Que decalca o contorno.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-family: Calibri;">Na paixão n<span style="font-family: Calibri;">ada é </span> tão abrupto como a busca. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Nada é  mais longe que a quietude do silêncio.</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Então de onde me vem tanta solidão?</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Tanto de mim comigo que só existo eu em mim?</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;"> </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">À cada sorriso, por viver um grande amor é com menos dor que me dou por paixão.</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;"> </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Já e tarde. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Os frangalhos de galhos gemem o vagaroso do vento, vacilando o gesto.</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Será que é por dentro que me escrevo ou apenas me ausento lento?</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Já me basta. É</span><span style="font-family: Calibri;"> tua a madrugada que ameaça chuva. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">É tua a lágrima que escorregou o rímel.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-family: Calibri;">São teus os pedaços de tempo que envelheceram as palavras, </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">que enrugam os anos. Sou teu.</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Serão  teus os beijos que profiro nos versos. </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Serão tuas as madrugadas que vigio.</span></p> <p><span style="font-family: Calibri;"> </span></p> <p><span style="font-family: Calibri;">Por quem mais vou tão longe?</span></p> <p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;"> </span></p> <p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Ruy de Nilo (RdN)</span></p> <p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">14.02.2012</span></p> <p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">00h45m</span></p> <p><span style="font-family: Calibri; font-size: small;">Zango</span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:26838 2008-10-17T17:02:30 Faltas-me 2008-10-17T16:54:22Z 2008-10-17T17:14:16Z <div> </div> <p><img style="border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black" border="0" alt="" src="http://fotos.sapo.pt/ZdluvOzqTwjb6FORyQNl/" /></p> <div> </div> <div><b>Foto: Jana Lorca (1000imagens.com)</b></div> <div> </div> <div> </div> <div><b> <div>no meu percurso, por vezes, encontro travessões.</div> <div>autênticos pecadilhos que me fazem mais alma</div> <div>infindáveis horas que se atropelam no teu olhar indiferente.</div> <div>mas tu esqueces-te que todo mundo sabe…</div> <div>grita que somos perpétuas constelações da mesma galáxia nua.</div> <div> </div> <div>chocalho os passos trémulos (simples transeuntes).</div> <div>agora acredito... estou ausente do teu pensamento.</div> <div>mesmo que a cidade ao redor se inundasse com o meu nome,</div> <div>para ti, eu sempre nasci com a alma partida</div> <div> </div> <div>por vezes sinto-me impotente de me trocar de pele</div> <div>para ser o teu meu.</div> <div>intransigentemente teu, quase sempre nunca eu!</div> <div> </div> <div>Outras, paras-me o tempo e assobias-me um vento,</div> <div>soprando-me para a imensidão desse mundo ausente de ti.</div> <div>por favor, ao menos devolve-me uma asa</div> <div>e assopra-me para a distância.</div> <div>sinto-me só. tudo parece imenso… faltas-me.</div> <div> </div> <div>faltas-me… no abraço faltas-me.</div> <div>sinto esvair-me, diluir-me incrustado à arestas.</div> <div>desgastar-me de tanto usar-me para ser teu.</div> <div>falta-me o teu toque, o teu gesto</div> <div> </div> <div>contornas-me o arrepio na espinha,</div> <div>mas o certo é que sempre confundo.</div> <div>já não sei se fui eu que me perdi ou fui eu que te encontrei.</div> <div> </div> <div>mesmo assim, eu sei que ainda andas por aí.</div> <div>descalça soletrando cada mosaico da sala,</div> <div>distraída acariciando pedaços das paredes da casa,</div> <div>perpétua inundando o quarto com o teu perfume,</div> <div>só não sei onde me escondes… apenas vivo de sinais teus.</div> <div> </div> <div>sou teu, mais do que a pertença de qualquer corpo à alma,</div> <div>mais do que a pertença das palavras à folha,</div> <div>mais do que aquela madrugada em que dançamos à chuva,</div> <div>mais do que no crepúsculo em que te disse… amo-te!</div> <div> </div> <div>Mais… muito mais.</div> <div>muito mais do que à cada gesto em que um novo gesto se abre,</div> <div>faltas-me.</div> </b></div> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:26458 2008-05-02T08:25:30 Ausência 2008-05-02T07:32:42Z 2008-05-02T07:32:42Z <p><a target="_blank" href="http://fotos.sapo.pt/rMCAZPLWZA6VGCctDZYr" rel="noopener"><img style="BORDER-LEFT-COLOR: black; BORDER-BOTTOM-COLOR: black; BORDER-TOP-COLOR: black; BORDER-RIGHT-COLOR: black" height="255" width="170" border="0" alt="" src="http://fotos.sapo.pt/rMCAZPLWZA6VGCctDZYr/340x255" /></a></p> <p>Foto: Guilherme Limas</p> <p> </p> <div></div> <div>já não tenho o rito de encarreirar palavras</div> <div>nascê-las em mim e faze-las navegar por rios de tinta.</div> <div>já não tenho a nostalgia a destapar uma pestana do crepúsculo</div> <div>desfolhar o entardecer entrançado entre a geometria de sombras de persianas velhas</div> <div>encravadas nas pálpebras das janelas de um casebre</div> <div> </div> <div>já não tenho o caiar do cheiro nas paredes graffitadas de relentos</div> <div>mostrá-las minhas, confessá-las tuas (ainda é-me difícil não falar de ti)</div> <div>transparecer o mesmo olhar numa outra vida</div> <div>gritar por outra voz o mesmo grito</div> <div>amachucar a alma para que me caiba noutro corpo</div> <div> </div> <div>amordaço a vida para que não me doa além, num outro passo. </div> <div>sem mares nem ares que me corroam… esvoaço.</div> <div>livre na gávea de um mastro sobre ondas de veludo</div> <div>gritando para dentro de mim um sopro que não me doeu ali.</div> <div>o rito de bajular a vida é o mesmo de adejar a liberdade do aceno</div> <div> </div> <div>se ao menos hoje ainda te pudesse ter mesmo que aos pedaços, </div> <div>por frestas a borboletares-me na liturgia das estações do ano.</div> <div>se ao menos hoje não paralisasse no Inverno em que partiste,</div> <div>e ao menos o gesto parasse e estagnasse naquele último beijo</div> <div>eu incrustaria o momento no tempo para que não me doesse um ano inteiro.</div> <div> </div> <div> </div> <div> </div> <div><em><span style="FONT-SIZE: 10pt">Palavras vindas de um sopro ao ouvido</span></em></div> <div><em><span style="FONT-SIZE: 10pt">que boiaram leves como um beijo,</span></em></div> <div><em><span style="FONT-SIZE: 10pt">quietas como uma recordação</span></em></div> <div><em><span style="FONT-SIZE: 10pt">numa manhã aposentada no entreposto de uma vida.</span></em></div> <div><em><span style="FONT-SIZE: 10pt">Toca-me enquanto ainda vivo.</span></em></div> <div> </div> <div>RdN</div> <div>29/04/2008</div> <div>Cidadela</div> <div>10h48m</div> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:26310 2008-02-29T04:31:19 Enquanto há 2008-02-29T04:40:13Z 2008-03-06T00:51:36Z <p> </p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="3"><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/P5jvb8FeRgcGagmSBshz/375x320" /></font></p> <font size="3"> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="1">Maria Eugénia Pontes</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="1"></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="3"></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">há poemas que me amanhecem </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">encostados à um balcão no fio do luar.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">há poemas que me adormecem sonhando o equilíbrio das insónias,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">coçadas de velhas de tanto amadurecerem à cabeceira dos teus olhos.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p><font size="2"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">há traços aflitos no costume das ondas, </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">saliências no brusco dos passos.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">há pedras no fundo que medem um palmo de riso,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">remando a saudade na quietude do gesto.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p><font size="2"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">há ventos com tranças que trespassam como lanças;</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">persistências remendadas na rebentação </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">deste mar a brincar de agrilhoar as estrelas.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">há gritos que suportam silêncios velhos como assobios;</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2"></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">soletram a vastidão da intermitência de um arco-íris </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">que se escoa pelo ralo de um dedo.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p><font size="2"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">há gritos sem equilíbrio; há ventos sem tranças;</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">há poemas que soletram a persistência;</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">há pedras desarrumadas, ladrilhadas em tanta berma.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">amanhã, enquanto há, há-de haver um tinteiro que se escoará dos meus olhos.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p><font size="2"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p><font size="2"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p><font size="2"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p><font size="2"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">Ruy de Nilo</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">21h11m</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><font size="2">16/08/2007</font></p> </font><div class='ljparseerror'>[<b>Error:</b> Irreparable invalid markup ('&lt;span [...] ar-sa&quot;&gt;') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]<br /><br /><div style="width: 95%; overflow: auto">&lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/P5jvb8FeRgcGagmSBshz/375x320&quot; /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;font size=&quot;3&quot;&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;1&quot;&gt;Maria Eugénia Pontes&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;1&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;há poemas que me amanhecem &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;encostados à um balcão no fio do luar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;há poemas que me adormecem sonhando o equilíbrio das insónias,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;coçadas de velhas de tanto amadurecerem à cabeceira dos teus olhos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;há traços aflitos no costume das ondas, &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;saliências no brusco dos passos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;há pedras no fundo que medem um palmo de riso,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;remando a saudade na quietude do gesto.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;há ventos com tranças que trespassam como lanças;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;persistências remendadas na rebentação &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;deste mar a brincar de agrilhoar as estrelas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;há gritos que suportam silêncios velhos como assobios;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;soletram a vastidão da intermitência de um arco-íris &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;que se escoa pelo ralo de um dedo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;há gritos sem equilíbrio; há ventos sem tranças;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;há poemas que soletram a persistência;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;há pedras desarrumadas, ladrilhadas em tanta berma.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;amanhã, enquanto há, há-de haver um tinteiro que se escoará dos meus olhos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;Ruy de Nilo&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;21h11m&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;16/08/2007&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &#39;Times New Roman&#39;; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;2&quot;&gt;Viana &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;</div></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:25662 2008-01-19T23:35:28 Um afundar no amar-te 2008-01-20T00:18:59Z 2008-01-23T20:38:51Z <p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/mBMekgEJ2aryqzSRfijR/x66" /> </p> <p>José M G Pereira </p> <p> </p> <p> </p> <p>e quando o tempo for diferente, </p> <p>rasgando espíritos, emendando pecados </p> <p>terei um resguardo que me fará gente. </p> <p> </p> <p>tenho em frente um firmamento que me acena eterno. </p> <p>tenho gastos os olhos do tempo. poeirentos de gestos. </p> <p>tenho-te assim... rebuscada em meu dentro. </p> <p> </p> <p>sofrendo em bocados (fatias de vento sem tempo), iludindo o passado, </p> <p>imaginando-o um futuro contigo... </p> <p>rastos meus no traço, equilibrando um moinho de papel. </p> <p> </p> <p>tens o cheiro do trigo entrelaçado com fumaça de trincheira. </p> <p>descolando um adeus na aldraba o aceno. </p> <p>é a imagem durável nos passos do pensamento. </p> <p> </p> <p>hoje garatujo a razão de me ocupares no limiar de cada sensatez. </p> <p>hoje tenho novo passo, nova cadência... </p> <p>amedronta-me não ser capaz de sonhar um laço amadurecido por ti. </p> <p> </p> <p>tu que tanto soubeste sobreviver, ser madura por mim. tu... </p> <p>tu que em mim encontraste a tua urdes - eterno opiáceo. </p> <p>faltou-me um soluço para mudar o embaraço da onda. faltou-me ar. </p> <p> </p> <p> </p> <p>Ruy de Nilo </p> <p>Viana (19h08m)</p> <p>04-12-2007</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:25598 2006-08-30T18:40:56 O Rosto da Chuva já tem livro - Contos 2006-08-30T19:19:36Z 2006-09-16T23:41:59Z <p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/0001ffdt" /></p> <p><strong>Photo: <font color="#ff6600">Ruy de Carvalho Simões</font></strong></p> <p> </p> <p align="justify">Trata-se de um livro de contos sobre Angola, retratando uma realidade que eu próprio vivi, outras ouvidas, acrescentando-lhes, é certo, um inevitável tracejar de ficção e misticismo - até porque talvez não pudesse, não devesse e não quisesse fugir deste tentáculo intrínseco, em particular à cultura angolana, e em geral à cultura Bantu - , procurando retratar Etnias, zonas tribalizadas, subculturas, línguas que nos identificam como povo, níveis vários da língua portuguesa e civilizações tradicionais. </p> <p align="justify">Um universo semântico cheio de tentações (e de riscos, é verdade), no intuito último de, simbólicamente, reunir essa diversidade nas mesmas fronteiras, fortificando a noção de que somos unos e indivisíveis.</p> <p align="justify">De outro modo, o povo angolano, ao longo da sua curta e conturbada história, já deu provas de saber esquecer. Todavia, tal não significa ignorar. Essas histórias, agora compiladas em livro, pretendem consciencializar, recordando-nos "o quanto nos doeu o parto da paz".</p> <p align="justify">Pretendi, no âmbito de uma prosa substantiva, de conotação aberta, enriquecida pela incorporação de novas palavras, estruturar uma linguagem transgressiva, ousando reinventar a língua portuguesa. </p> <p align="justify">Como disse Manuel Ferreira, "esta vem sendo e continuará a ser a estrada maior dos prosadores angolanos: a criação de uma linguagem angolanizada".</p> <p align="justify"> </p> <p align="justify"><font color="#ff0000"><strong>Lançamento e apresentação</strong></font>: ... 23 de Setembro de 2006</p> <p align="justify"><strong><font color="#ff0000">Local</font></strong>: .............................................Feira do Livro da Amadora</p> <p align="justify"><strong><font color="#ff0000">Hora</font></strong>: ..............................................................................15H00m</p> <p align="justify"> </p> <p align="justify"><strong>Para adquirir o livro:</strong></p> <p align="justify"><strong>- Fnac do C. Comercial Colombo: € 14.00;</strong></p> <p align="justify"><strong>- Pelo Blog: € 11.50 + portes de envio (e-mail <a href="mailto:rfcsimoes@.hotmail.com" rel="noopener">rfcsimoes@.hotmail.com</a>)</strong></p> <p align="justify"> </p> <p align="justify">Ruy de Nilo</p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:25098 2006-08-11T23:59:15 O Rosto da Chuva 2006-08-11T23:07:55Z 2006-08-12T09:39:31Z <p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/0000rbay" /></p> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">É sempre numa terra. E sempre distante da minha realidade.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Apenas está apegada ao meu imaginário por histórias com velhice e sem tempo; </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">com muitos contos do conto das gentes…uma terra já com história adulta.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Nessa terra cacimbada, ainda tem cheiro dos meus passos, da minha pele. </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Sempre a tenho a diambular-me no pensamento. </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Tem a minha vida sentida com o peito. Tem-me descalço.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Tem a última radiografia do meu esvoaçar no ar</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3"> já calçado com os sonhos de dormir.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Tem o chuviscar infinito tracejado de feridas. Essa terra desconheceu a minha curvatura, mas espera por mim na gávea da espuma, </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">que se desembrulha no eterno abraço do mar com o meu chão.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Essa terra que me cabe no coração…à ela tenho uma ligação de filho.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Se ela sofre, eu sofro no calado do seu sofrimento. Ela escorre-me no respirar.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">- Chegamos! Vês esta terra até ao infinito? È desta terra que vos falo.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Esta terra com casinhas vermelhas e pretas…aqui...do lado direito do mapa.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Esta é a minha terra . O que achas?...Dei-lhe o nome de "rosto da chuva".</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Ruy de Nilo</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">11/08/2006</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">23h31m</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">(Casa)</font></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:24885 2006-08-10T07:47:43 Espíritos do sonho 2006-08-10T07:03:49Z 2006-08-10T07:03:49Z <p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/0000px45" /></p> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">o desfolhar da manhã fecunda a penumbra com a claridade.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">sou entrelaçado pelos primeiros laços de sol,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">que se espreguiçam no ar, tocando uma nuvem recém-nascida.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">sei bem que no meu olhar ainda adormece a insónia,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">mas tenho que imaginar-me desprovido de meia alma.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">repito-me ao som da guitarra que me falta a tua voz,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">que tenho medo de a esquecer pronunciar</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">(de que se me entorpeça…).</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">tenho medo que o sonho do susto, do ir dos teus passos,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">possa ser verdade num agora e espaçar para sempre o meu roçar.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">tenho medo de adormecer na inocência,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">de sonhar suportar a imensidão da nossa voracidade,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">e acordar na exactidão do espelho.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">…descobrir que eu já não sou tu,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">que a realidade mudou de direcção e escondeu o rosto,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">tenho medo que num qualquer reconstruir do dia</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">(em que as minhas pálpebras insistem em vigília)</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">se apague uma luz no firmamento da escuridão.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">tenho medo de não sonhar a tua despedida…de me despedir dela.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">tenho medo de me desabituar da tua essência.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">descobrir que está tudo acabado, que o sentimento dissecou. </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">descobrir que tão desmesuradamente nos apetecemos </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">que prematuramente nos esvaziamos de nós,</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">algures nas nossas trocas aflitas de almas.</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">descobrir que a verdade mudou de direcção e escondeu o rosto. </font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">Ruy de Nilo</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">10/08/2006</font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p><div class='ljparseerror'>[<b>Error:</b> Irreparable invalid markup ('&lt;span [...] ar-sa&quot;&gt;') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]<br /><br /><div style="width: 95%; overflow: auto">&lt;p&gt;&lt;img alt=&quot;&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/0000px45&quot; /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;o desfolhar da manhã fecunda a penumbra com a claridade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;sou entrelaçado pelos primeiros laços de sol,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;que se espreguiçam no ar, tocando uma nuvem recém-nascida.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;sei bem que no meu olhar ainda adormece a insónia,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;mas tenho que imaginar-me desprovido de meia alma.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;repito-me ao som da guitarra que me falta a tua voz,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;que tenho medo de a esquecer pronunciar&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;(de que se me entorpeça…).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;tenho medo que o sonho do susto, do ir dos teus passos,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;possa ser verdade num agora e espaçar para sempre o meu roçar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;tenho medo de adormecer na inocência,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;de sonhar suportar a imensidão da nossa voracidade,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;e acordar na exactidão do espelho.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;…descobrir que eu já não sou tu,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;que a realidade mudou de direcção e escondeu o rosto,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;tenho medo que num qualquer reconstruir do dia&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;(em que as minhas pálpebras insistem em vigília)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;se apague uma luz no firmamento da escuridão.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;tenho medo de não sonhar a tua despedida…de me despedir dela.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;tenho medo de me desabituar da tua essência.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;descobrir que está tudo acabado, que o sentimento dissecou. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;descobrir que tão desmesuradamente nos apetecemos &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;que prematuramente nos esvaziamos de nós,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;algures nas nossas trocas aflitas de almas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;descobrir que a verdade mudou de direcção e escondeu o rosto. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;Ruy de Nilo&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt;10/08/2006&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;MARGIN: 0cm 0cm 0pt&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot; size=&quot;3&quot;&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=&quot;FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: &#39;Times New Roman&#39;; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA&quot;&gt;07h22m (Casa)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</div></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:24790 2006-07-07T05:45:45 Letras com palavras rachadas 2006-07-07T06:47:45Z 2006-07-07T06:47:45Z <p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/0001bsrr" /></p> <p><strong>Foto: <font color="#ff6600">photo.box.sk</font></strong></p> <font size="2"> <p>sinto-me ausente dos sons em berros de formatura</p> <p>impondo ritmos aos corpos serpenteados de suor.</p> <p>recolhi-me às escadas da vontade da letra.</p> <p>a letra sentou-se do meu lado, escreveu-me um poema:</p> <p> </p> <p>acrescentei um lábio ao dedo, afoguei-o num toque da língua</p> <p>e escrevi num dos degraus: "tenho descosido o lado esquerdo da alma.</p> <p>o corpo? dei-o a um mendigo que tremia com o frio da minha dor".</p> <p>depois, olhei a fuligem no rosto do indicador e vi o reflexo do fundo do meu vazio.</p> <p> </p> <p>estou preso ao que mais temo das minhas extremidades...os meus passos.</p> <p>por mais que eu me puxe, sempre mergulho na poeira da caminhada.</p> <p>sempre que evito o escorregar de uma decisão, </p> <p>sempre sou muito mais mim de encontro à escuridão.</p> <p> </p> <p>arranho a solidão que me busca. a busca arranha a solidão.</p> <p>escorrendo nas paredes de cada pequeno calar que espreita à cada gesto</p> <p>sinto-me um espectador do mundo. desconheço onde estou, </p> <p>mas sei que o mundo cambaleia por baixo do parapeito da minha janela.</p> <p> </p> <p>ali vai a procissão da distância! "lá vai o abraço... logo atrás vai o beijo!</p> <p>olha a ternura!... do outro lado vem a saudade.</p> <p>o meu amor vai com ela de braço dado.</p> <p>quanto me faltou dizer-lhe que ela me faltava e que eu sei que lhe faltei?!</p> <p> </p> <p>a verdade é que a vida corre...e eu o passageiro errado na berma do carril do vagão.</p> <p>sendado na pena de um sopro de vento, flutuo um aceno na lentidão do ar.</p> <p>plantei um panfleto no canto da "boca" de uma pomba. partiu-se o caule.</p> <p>escritos no verso das minhas unhas riscadas pescam pedaços de olhares,</p> <p>simples diagonais remendadas de branco com histórias do sussurro do abrupto</p> <p> </p> <p>07/07/2006</p> <p>07h22m</p> <p>Ruy de Nilo (Alfornelos)</p> </font> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:24512 2006-07-01T08:16:49 À caminho do Céu 2006-07-01T07:22:40Z 2006-07-03T03:30:49Z <p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/00007t4e" /></p> <p><strong>Foto: <font color="#ff6600">Autor desconhecido</font></strong></p> <p><strong><font color="#ff6600"></font></strong></p> <div><font size="2">hoje vesti o fato sombrio. uma linha solta no pulso chamou-me soturno. </font></div> <div><font size="2">aceito-o, mas prefiro estar perto da minha última morada e </font><font size="2">escorregar num tombo abafado.</font></div> <div><font size="2">é-me mais cómodo para o passo garantir um lugar carcomido. </font></div> <div><font size="2">espero-a com a virtude dos pacientes, </font></div> <div><font size="2">muitas vezes tentado pelo vício dos ansiosos, é certo. </font></div> <div><font size="2">todavia, enquanto isso, toda a vida que sobrevier ao meu corpo</font></div> <div><font size="2">será apenas uma condescendência da morte.</font></div> <div> </div> <div><font size="2">essa, a minha poesia, </font></div> <div><font size="2">é fruto de uma estranha saudade </font></div> <div><font size="2">que nem eu sei como chegou, como entrou nem porque ficou. </font></div> <div><font size="2">sei apenas que da avenida vi-a assomada à minha janela apregoando nostalgia. </font></div> <div><font size="2">porquê?! não sei. nada disse, ninguém perguntou, nem sequer neguei. </font></div> <div><font size="2">ela é o abismo entre o rastilho amadurecido e o ventre vazio de gente,</font></div> <div><font size="2"></font> </div> <div> </div> <div><font size="2">que estranho grito exalam as minhas impressões digitais </font></div> <div><font size="2">para que um tal fulano pincel, </font></div> <div><font size="2">desconhecido de qualquer proximidade da recordação minha, </font></div> <div><font size="2">me capte a alma com a objectiva da sua tela, </font></div> <div><font size="2">montando no seu cavalete alado o portfolio da minha alma? </font></div> <div><font size="2">à cada trote, chiava o tripé cansado de tantos duelos com tantos modelos</font></div> <div><font size="2">à medida que sucediam paletas desafiando a perfeição cozida em fornos a lenha. </font></div> <div> </div> <div><font size="2">Dessa fornalha saíam curvas desalinhadas e rectas desaprumadas; </font></div> <div><font size="2">e por mais veloz que fosse o pente, </font></div> <div><font size="2">acordava sempre atordoado na curvatura da nuca.</font></div> <div><font size="2">Dessa fornalha saíam pães esfomeados com ossos à mostra a roerem-nos a côdea; </font></div> <div><font size="2">saíam mestiços sem pai nem mãe, nem pátria que os parisse; </font></div> <div><font size="2">saíam os negativos das cores do arco-íris autenticadas com tonalidades de escuridão; </font></div> <div> </div> <div><font size="2">saíam estradas descalças com os calcanhares a derraparem na curvatura dos passeios;</font></div> <div><font size="2">os tais passeios do progresso, </font></div> <div><font size="2">impregnados de mendigos esperando no final do mês um prato de esmola. </font></div> <div><font size="2">saíam cadáveres dos seus casulos, </font></div> <div><font size="2">cada um enfatuado com a sua cruz debaixo do braço, </font></div> <div><font size="2">e por menos um ano de vida, recebiam de troco o prolongamento de um suspiro final</font></div> <div><font size="2">em busca de uma sandes de silêncio para filhos há muito empanturrados de nada.</font></div> <div> </div> <div><font size="2">ao domingo saíam à rua as prostitutas em fila indiana </font><font size="2">com archotes, </font></div> <div><font size="2">lambendo uma labareda colhida </font><font size="2">lá na última migalha da chama do poente </font></div> <div><font size="2">e procuravam de porta em porta fregueses que as contestassem. </font></div> <div><font size="2">Dessa fornalha saíam cachorros que miavam, pássaros sem asas </font></div> <div><font size="2">saídos das cartolas de mágicos com números rotos de podres. </font></div> <div><font size="2">de uma vez, na noite do circo dos homens, </font></div> <div><font size="2">uma assistente foi trespassada por uma espada enferrujada. </font></div> <div> </div> <div><font size="2">ouviu-se ainda o berro da espada </font></div> <div><font size="2">no segundo em que se partiu. </font></div> <div><font size="2">da assistente, </font></div> <div><font size="2">só o pulso lhe ouviu um último suspiro. </font></div> <div><font size="2">ouve quem dissesse que de tanto ancorada, </font></div> <div><font size="2">engordou e não coube na caixa.</font></div> <div> </div> <div align="left"><font size="2">“Ouvi dizer que algumas até pagavam um centavo por uma fábula”, segredou-me uma vez o porteiro.</font></div> <div><font size="2">“Que exagero...!”, disse para o meu confidente.”É verdade Sr. Correia!”</font></div> <div><font size="2">“Então pense comigo.Com tanta ventania, o normal não seria que encontrasseem miolos arrefecidos?!” </font></div> <div><font size="2">“A verdade é que não encontra. Nem vestígios de gritos, nem vestígios de lágrimas”</font></div> <div> </div> <div style="LINE-HEIGHT: 200%"><span style="POSITION: relative; TOP: 3pt"><font size="2">ou sequer restos de um toque. Nada! O que me diz a isso?!”</font></span></div> <div style="LINE-HEIGHT: 200%"><span style="POSITION: relative; TOP: 3pt"><font size="2">“Esses é que sabem tudo e compram tudo. Até o dinheiro!”, disse-lhe. </font></span></div> <div style="LINE-HEIGHT: 200%"><span style="POSITION: relative; TOP: 3pt"><font size="2">escorregando a última mão no final do corrimão do rés-do-chão, despedi-me.</font></span></div> <div><span style="POSITION: relative; TOP: 3pt"><font size="2">“Adeus. Até logo! Que alguém o proteja!”</font></span></div> <div> </div> <div><font size="2">Dessa fornalha, chuviscavam labaredas de bocas abertas, </font></div> <div><font size="2">sorvendo abelhas nas tabernas das trincheiras. </font></div> <div><font size="2">gritavam "hurras" hasteando os punhos cheios de bandeiras embriagadas.</font></div> <div><font size="2">Desta fornalha saíam os atrasados do inferno, </font></div> <div><font size="2">algemados por baionetas por trás de grades feitas com espingardas.</font></div> <div><font size="2">repreendi a bala e espreitei-a no fundo, entre os dedos.</font></div> <div><font size="2"> </font></div> <div><font size="2">Desta fornalha saíam os candidatos ao purgatório, </font></div> <div><font size="2">contando passo a passo os ponteiros da vida de uma madrugada, </font></div> <div><font size="2">esperando tirar a primeira senha </font><font size="2">que os levará para o longe do longe da fundura do nada, </font></div> <div><font size="2">em que os vitoriosos são os que alcançam um nada mais vazio que os atrasados</font></div> <div> <font size="2">Desta fornalha saíam os operários das minas do inferno, </font></div> <div><font size="2">acotovelando-se para experimentarem a fobia da claridade.</font></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:24128 2006-06-24T06:08:44 A claridade da redenção 2006-06-24T05:27:52Z 2006-06-29T10:49:27Z <p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/0000zyhh" /> </p> <p><strong><em>Foto:</em></strong> <em><strong><font color="#ff6600">Tiago Estima</font></strong></em></p> <p> </p> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify"></div> <div align="justify">para quê dizer adeus</div> <div align="justify">quando ainda há tanto para nos darmos</div> <div align="justify">quando ainda há tanto para nos ensinarmos</div> <div align="justify">tanto para nos apreendermos</div> <div align="justify">tanto para nos amarmos?</div> <div align="justify"> </div> <div align="justify">para quê um choro</div> <div align="justify">quando ainda existe desmesurado coração</div> <div align="justify">quando o beijo nasce de impulsos distraídos?</div> <div align="justify">tanto pedir-te...tanto cometer o hábito da lágrima.</div> <div align="justify">tanto gritar à dor para que me transpareça a alma.</div> <div align="justify"> </div> <div align="justify">para quê reconciliarmo-nos</div> <div align="justify">quando somos eternos amantes viciados no retorno</div> <div align="justify">quando sempre entardeço o embalo no abraço da tua pele</div> <div align="justify">quando somos os predestinados desencontrados no destino?</div> <div align="justify">tanto que nos fomos posse que prolongamos o futuro do instante.</div> <div align="justify"> </div> <div align="justify">e quando a manhã for crescida</div> <div align="justify">teremos as almas lavadas com suor do tempo</div> <div align="justify">as almas transpiradas nos passos do rumo.</div> <div align="justify">tanto o céu acendido...tantas as estrelas moribundas.</div> <div align="justify">tantas aquelas que moravam na rua da tua meninice.</div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:23848 2006-06-01T07:34:33 Um Junho sem Juno para elas 2006-06-01T06:36:36Z 2006-06-29T11:07:43Z <img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/00012agp" /> <p><strong>Foto: <font color="#ff6600">Autor desconhecido </font></strong></p> <p> </p> <p>Junho é o sexto mês do calendário gregoriano e tem 30 dias. O seu nome é derivado da deusa romana Juno, mulher do deus Júpiter. </p> <p><font size="2">Juno ou Juno Lucina, também conhecida como Hera na mitologia grega, é a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. É representada pelo pavão, sua ave favorita. Íris era sua servente e mensageira.</font></p> <p align="justify"><font size="2">Juno e Júpiter tinham 2 filhos, Marte (Ares), deus da guerra e Vulcano (Hefesto), o artista celestial, que era coxo. Juno sentia-se tão aborrecida ao vê-lo que atirou-o para fora do céu. Outra versão diz que Júpiter o jogou para fora, por este ter participado de uma briga do rei do Olimpo com Juno, deixando-o coxo com a queda.</font></p> <p align="justify"><font size="2">Juno possuia muitas rivais, entre elas, a bela Calisto, que Juno, por inveja da imensa beleza que conquistara seu marido, transformou numa ursa. Calisto passou a viver sozinha com medo dos caçadores e das outras feras da floresta, esquecendo-se de que agora ela própria era uma. Um dia, Calisto reconheceu num caçador seu filho Arcas, já homem. Quis correr e abraçá-lo mas Arcas já erguera sua lança para matá-la quando Júpiter, vendo a desgraça que estava por acontecer afastou-os e lançou-os ao céu transformando-os nas constelações de Ursa Maior e Ursa Menor. Juno, enfurecida por Júpiter ter dado tal privilégio a sua rival, sai à procura de Tétis e Oceanus, as antigas divindades do mar. Conta-lhes toda a injúria que Júpiter fizera a ela, e pede para que eles não deixem as constelações se esconderem em suas águas. Assim a Ursa Maior e a Ursa Menor movem-se em círculo no céu mas nunca descem por trás do oceâno, como as outras estrelas.</font></p> <p align="justify"><font size="2">Outra de suas rivais foi Io, que Júpiter, ao sentir a presença de Juno, transforma em uma novilha. Juno, desconfiada, pede a novilha de presente. Júpiter não podia negar um presente tão insignificante a sua mulher, então, pesaroso, entrega a novilha a Juno que coloca-a sob os cuidados de Argos, um monstro de muitos olhos, e tendo tantos, nunca fechava mais que dois para dormir, vigiando Io dia e noite. Júpiter, perturbado pelo sofrimento da amante, pede a Mercúrio que mate Argos. Com músicas e histórias, Mercúrio consegue fazer com que Argos feche seus 100 olhos e nisso corta sua cabeça fora. Juno entristecida recolhe seus olhos que haviam perdido toda a luz e coloca-os na cauda de seu pavão, onde permanecem até hoje.</font></p> <p align="justify"><font size="2">Enfurecida, Juno persegue Io por muitas partes da terra até que Júpiter intercede por ela prometendo não dar mais atenção a Io. Juno concorda devolvendo-lhe a aparência humana.</font></p> <p align="justify"><font size="2">Outro forte inimigo de Juno foi Hércules, filho de Júpiter com a mortal Alcmena. A este declarou guerra desde seu nascimento. Com uma tentativa frustrada de matá-lo quando era apenas um bebê, Juno o submete a Euristeus, que o envolve em muitas aventuras perigosas que ficam conhecidas como "Os 12 Trabalhos de Hércules".</font></p> <p align="justify"><font size="2">Fonte: Wikipédia</font></p> <p align="justify"><br /><font size="2"><strong>Porquê</strong> <strong>1 de Junho como o Dia Mundial da Criança</strong>?<br /></font></p> <p align="justify"><font size="2">Reza a história que foi depois da Segunda grande Guerra Mundial, na altura, infelizmente não diferente da que se vive hoje, as crianças de todo o mundo enfrentavam grandes dificuldades. A alimentação era deficiente e os cuidados médicos eram escassos. Os pais não tinham dinheiro, viviam com muitas dificuldades, retiravam os filhos das escolas e eram obrigados a trabalhar de sol a sol. Mais de metade das crianças europeias não sabia ler nem escrever. Em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres, propôs às Nações Unidas que se encontrasse um dia dedicado a todas as crianças do Mundo. Os Estados Membros da ONU, reconhecendo que as crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem, necessitam de cuidados e atenções especiais, precisam de ser compreendidas, preparadas e educadas de modo a terem possibilidades de usufruir de um futuro condigno e risonho. Propuseram o dia 1 de Junho, como o Dia Mundial da Criança. Nunca é demais lembrar, até porque poucas vezes isso tem sido feito, quais os direitos que assistem especificamente às crianças, e que estão consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança que foi elaborada em 1989 pelas Nações Unidas, que tiveram em consideração, entre outras coisas, o indicado na Declaração dos Direitos da Criança, adoptada em 20 de Novembro de 1959 pela Assembleia Geral desta Organização, que dizia que “a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade de uma protecção e cuidados especiais...”.  A ONU reconheceu também que “em todos os países do mundo há crianças que vivem em condições particularmente difíceis e a quem importa assegurar uma atenção especial, tendo devidamente em conta a importância das tradições e valores culturais de cada povo para a protecção, o desenvolvimento harmonioso da criança e a importância da cooperação internacional para a melhoria das condições de vida das crianças em todos os países, em particular nos que estão em desenvolvimento.”</font></p> <p align="justify"><font size="2">Fonte: Jornal "O Primeiro de Janeiro"</font></p> <p align="justify"><font color="#0000ff" size="2"><u>Em 20 de Novembro de 1989, as Nações Unidas adoptaram por unanimidade<br />a </u></font><a class="lnkcontentbold11b" target="_blank" href="http://www.unicef.pt/docs/pdf_publicacoes/convencao_direitos_crianca2004.pdf" rel="noopener"><font color="#0000ff" size="2">Convenção sobre os Direitos da Criança</font></a><font size="2"> (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respectivas disposições para que sejam aplicados. <br /><br />A CDC não é apenas uma declaração de princípios gerais; quando ratificada, representa um vínculo juridíco para os Estados que a ela aderem, os quais devem adequar as normas de Direito interno às da Convenção, para a promoção e protecção eficaz dos direitos e Liberdades nela consagrados.<br /></font></p> <p align="justify"><font size="2">Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e tembém pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.<br /><br /></font><font size="2"><font color="#0000ff"><u>Portugal ratificou a Convenção em 21 de Setembro de 1990.<br /></u></font><br /></font><span class="txtcontent11a"><font size="2">A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros<br />direitos das crianças:</font></span><span class="txtcontentbold11a"><br /></span><br /><font size="2"><span class="txtcontent11b"><strong><font color="#ff0000">• a não discriminação,</font></strong></span> </font><font size="2"><span class="txtcontent11a">que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial –<br />todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.<br /></span><br /><span class="txtcontent11b"><strong><font color="#ff0000">• o interesse superior da criança</font> </strong></span></font><font size="2"><span class="txtcontent11a">deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que lhe digam respeito.<br /></span><br /><span class="txtcontent11b"><strong><font color="#ff0000">• a sobrevivência e desenvolvimento</font> </strong></span></font><font size="2"><span class="txtcontent11a">sublinha a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente.<br /><br /></span><span class="txtcontent11b"><strong><font color="#ff0000">• a opinião da criança</font></strong> </span></font><span class="txtcontent11a"><font size="2">que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos que se relacionem com os seus direitos.<br /><br /><strong>A Convenção contém 54 artigos</strong>, que podem ser divididos em <strong>quatro categorias de direitos</strong>:</font></span><span class="txtcontentbold11a"><br /></span><br /><span class="txtcontent11a"><font size="2"><strong>• os direitos à sobrevivência </strong>(ex. o direito a cuidados adequados)</font><strong><br /><font size="2">• os direitos relativos ao desenvolvimento </font></strong><font size="2">(ex. o direito à educação)</font><strong><br /><font size="2">• os direitos relativos à protecção </font></strong><font size="2">(ex. o direito de ser protegida contra a exploração)</font><strong><br /><font size="2">• os direitos de participação</font></strong><font size="2"> (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)<br /></font></span><strong><span class="txtcontent11b"><br /><font size="2">Para melhor realizar os objectivos da CDC, a Assembleia Geral da ONU adoptou a 25 de Maio de 2000 dois Protocolos Facultativos:</font></span></strong><br /><br /><font size="2"><img height="7" alt="" width="7" src="http://www.unicef.pt/imagens/seta_amarela.gif" /><strong> </strong></font><span class="txtcontent11e"><strong><a class="txtcontent11e" target="_blank" href="http://www.unicef.pt/docs/pdf/protocolo_facultativo_venda_de_criancas.pdf" rel="noopener"><font size="2">Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças, <br />prostituição e pornografia infantis</font></a></strong></span><font size="2"><span class="txtcontent11a"> (ratificado por Portugal a 16 de Maio de 2003);<br /><br /></span><img height="7" alt="" width="7" src="http://www.unicef.pt/imagens/seta_amarela.gif" /><strong> </strong></font><span class="txtcontent11e"><strong><a class="txtcontent11e" target="_blank" href="http://www.unicef.pt/docs/pdf/protocolo_facultativo_criancas_em_conflitos_armados_pt.pdf" rel="noopener"><font size="2">Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao envolvimento de crianças<br />em conflitos armados</font></a><font size="2"> </font></strong></span><span class="txtcontent11a"><font size="2">(ratificado por Portugal a 19 de Agosto de 2003);</font></span></p> <p align="justify"><span class="txtcontent11a"><font size="2">Fonte: Site da UNICEF (</font><a href="http://www.unicef.pt" rel="noopener"><font size="2">www.unicef.pt</font></a><font size="2">)</font></span></p> <p align="justify"><strong><font size="2">Os números da nossa vergonha:</font></strong></p> <p align="justify"><font size="2">- Um milhão de crianças vive em regime de detenção; <br />-143 Milhões de crianças não têm pais;<br />-171 Milhões de crianças trabalham em condições perigosas;<br />-8,4 Milhões de crianças estão nas piores formas de trabalho infantil;<br />-2 Milhões de crianças são utilizadas na indústria do sexo (com todas as atrocidades que essa situação implica).<br />- Milhões servem em residências privadas transformando-se em escravos de palmo e meio, outros tantos são à força tornados soldados. Fome, doença, falta de identidade, e contam-se mais uns milhões. Não há número definido para as crianças que são assassinadas, para as que são vendidas, mutiladas, utilizadas em ritos, largadas à má sorte. Os constantes relatórios tentam funcionar como gritos de alerta. A demagogia é invocada quando se diz que enquanto uns passam férias na Lua, outros morrem de fome na Terra. Enquanto uns fazem festas de milhões, outros tantos padecem pela ausência de cuidados primários. Exemplos e mais exemplos… demagogia? Seja. Mas é indesmentível. </font></p> <p align="justify"><font size="2">Fonte: Jornal "O Primeiro de Janeiro".<br /><br />Hoje, dia mundial da criança, a par de celebrações, é necessário lembrar quanto ainda há para mudar, para fazer e refazer. Tudo o que de melhor foi conquistado e cuja manutenção deverá ser garantida. É preciso lembrar que nós fomos as crianças de ontem, e as nossas serão os homens e mulheres de amanhã.</font></p> <p align="justify"><font size="2"></font> </p> <p align="justify"><font size="2">Para o meu irmão Ricardo.</font></p> <p align="justify"> </p> <p align="justify"><font size="2"></font></p> <p align="justify">Ruy de Nilo</p> <p align="justify">01/06/2006</p> <p align="justify">Alfornelos</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:23633 2006-05-31T01:41:02 Carta para Afrodite 2006-05-31T00:45:55Z 2006-06-29T05:10:03Z <p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/00011xaa" /> </p> <p><strong>Detalhe do quadro</strong> "<em>A primavera</em>" <strong>de</strong> <font color="#ff6600"><strong>Sandro Boticelli</strong></font> (1482)</p> <p> </p> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">quero lembrar-me do que te queria escrever,</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">do que te queria fazer sentir no afogamento do sol,</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">quando me lesses com a saudade da permanente ausência errática</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">…lembrei-me!</font></span></div> <div align="justify"><font size="2"> </font></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">lembrei-me de te sonhar areia com alma,</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">alma com tantas pegadas, tais como as sonho</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">alma com tantos brilhos como aqueles que me espiam</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">almas…eternamente tuas.</font></span></div> <div align="justify"><font size="2"> </font></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">queria que o teu olhar me banhasse o sorriso,</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">mesmo com o cabisbaixo do erro e do fracasso.</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">queria que no teu derramar de toque</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">me “horizonteasses” o olhar.</font></span></div> <div align="justify"><font size="2"> </font></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">queria-te assim, brotando do mar, nascida da espuma</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">verdadeira. rigidamente verdadeira. não tu, minha dor…</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">queria-te assim, a contagiares de “afloreares”os jacintos e narcisos</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">sorrires suavemente. eternamente sorrires suavemente no teu pedestal</font></span></div> <div align="justify"><font size="2"> </font></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">seres meu fito, procurado com lamparinas </font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">que te reflectem na minha íris;</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">que afoga o meu tempo nesse mergulho nas órbitas.</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">faltou-me o sim dos teus lábios, a verdade do pulsar do meu órgão</font></span></div> <div align="justify"><font size="2"> </font></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">queria-te assim, cinzenta e una,</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">estátua Afrodite, pincelada pelo tempo</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">mas sempre crua como a pedra.</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">o mesmo peso que me afunda na angústia</font></span></div> <div align="justify"><font size="2"> </font></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">queria-te assim, translúcida na  veemência do berro do prazer</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">no aconchegar do sabor. em mim, sabor de línguas amargas.</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">mais que saudade é a vontade de ter saudades do passado</font></span></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">só assim nós nos somos, nós nos queremos…nós somos eu!</font></span></div> <div align="justify"><font size="2"> </font></div> <div align="justify"><span style="FONT-SIZE: 16pt"><font size="2">Para Afrodite com Amor.</font></span></div> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:23465 2006-05-26T03:45:41 Créditos de luz 2006-05-26T02:54:44Z 2006-06-29T09:19:49Z <p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/00010et9" /> </p> <p><font color="#ff6600"><strong><a href="http://www.photohunter.blogspot.com" rel="noopener"><font color="#ff6600">www.photohunter.blogspot.com</font></a></strong></font></p> <p> </p> <p align="justify"><span style="FONT-SIZE: 19pt; FONT-FAMILY: Arial"><font size="2"><em>Gosto de acreditar, que no momento em que nos repetimos ciclicamente em outras vidas, essa nova vida se componha de prazer displicente e razão gélida, de verdades avassaladoras e mentiras apaziguadoras, de sabores perfumados e fel amargurado. No entanto, existem tarefas divinas, mesmo que ínfimas, que o cosmos nos impregna para que cedamos a outros. Esses últimos, recebem-nas como créditos de luz. Todavia, como créditos para crescermos, não como gente, não como homens e mulheres mas como alma(s). Basta-nos colhe-los como frutos nos ramos do vento, como flores no caule de palavras, como pureza da nossa humanidade para lá da nossa brutalidade inumana própria das nossas contradições, porém, caminho necessário e árduo para o que almejamos: o (im)possível da perfeição colectiva das minhas vidas, os heterodoxos da minha alma. <o:p></o:p></em></font></span></p> <p align="justify"><span style="FONT-SIZE: 19pt; FONT-FAMILY: Arial"><font size="2"><em>Hoje (bendita noite de desrumo em que buscava o destino de casa), sem pensar nos versos e reversos da vida da(s) minha(s) alma(s), nas caras e coroas - pais do equilíbrio -, encontrei a alma que tinha impregnada um dos meus créditos de luz. Não sei se sou felizardo mais que muitos, sei é que às duas da manhã, mais que muitos, reflecti para o opaco de mim um outro brilho com olhos de uma luz. E sem a arrogância que em mim é pecado capital, sei que hoje faço parte das conquistas de um "coleccionador de olhos".</em></font></span></p> <p align="justify"><span style="FONT-SIZE: 19pt; FONT-FAMILY: Arial"><font size="2"><em></em></font></span></p> <p align="justify"><span style="FONT-SIZE: 19pt; FONT-FAMILY: Arial"><font size="2">Ao Sr. Augusto Silvestre</font></span></p> <p align="justify"><span style="FONT-SIZE: 19pt; FONT-FAMILY: Arial"><font size="2">(por me fazer saber o pouco que sabia e o tanto que des-sabia)</font></span></p> <p align="justify"><span style="FONT-SIZE: 19pt; FONT-FAMILY: Arial"><font size="2"></font></span></p> <p align="justify"><span style="FONT-SIZE: 19pt; FONT-FAMILY: Arial"><font size="2">Ruy de Nilo</font></span></p> <p align="justify"><span style="FONT-SIZE: 19pt; FONT-FAMILY: Arial"><font size="2">03h19m</font></span></p> <p align="justify"><span style="FONT-SIZE: 19pt; FONT-FAMILY: Arial"></span><span style="FONT-SIZE: 19pt; FONT-FAMILY: Arial"><font size="2">(Alfornelos)</font></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:23175 2006-05-23T01:41:05 Reflexos 2006-05-23T01:03:47Z 2006-06-29T09:37:06Z <img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/000030x8" /> <p> <strong>Foto:</strong> <strong><font color="#ff6600">SirnePhotography </font></strong></p> <p> </p> <p>as vezes sinto repetir-me e repartir-me <br />por eternas vezes sem conta<br />as vezes sinto as músicas como se sempre as tivesse conhecido<br />as vezes sinto-me cansado de há tanto tempo existir-me <br />(mas parece que foi ontem que me dei conta de mim)</p> <p>as vezes caminho caminhos, quase já sem pernas que me andem<br />as vezes, sou tantas vezes outra vez eu, que o meu eu virou nós<br />as vezes vejo-me numa bola de cristal, <br />visualizando a minha repetição de amanhã<br />(mas sempre acordo e ainda é hoje)</p> <p>as vezes envergonho-me da minha nudez perante os meus olhares<br />tantas vezes sou meu par na dança de hoje, <br />de manhã amanhã, na do amanhã do hoje<br />tantos os reflexos do “mim” que desconheço, <br />tantos os “eus” em que não me vejo eu.</p> <p>as vezes são tantas as dores que não conheço. <br />tantos os amores que doem. Tanto babel que me desentendo.<br />mas, mesmo na negação de me saber tantos<br />no fundo...no fundo dos meus “eus”, <br />eu bem sei...sei que somos eu.</p> <p><br />Ruy de Nilo<br />17/02/2006<br />02h26<br />Alfornelos<br /></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:23028 2006-04-09T00:34:02 Buon Aniversaire 2006-04-08T23:35:35Z 2006-04-09T00:18:19Z <p>Para o meu amigo, meu bro. Um kandando com sabor de kianda, um prazer de me fazeres o favor de ser meu camba. Parabéns Nélson.</p> <br /> <p>Ruy </p> <p>(Laranjeiro - Miratejo)</p> <p>08/04/2006</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:22736 2006-04-08T17:50:11 De profundis (último acto) 2006-04-08T16:51:14Z 2006-07-03T20:05:21Z <p><img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/00015hyg" /></p> <p><strong>Foto: <font color="#ff6600">Ricardo Alves</font></strong></p> <p> </p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">tenho a utopia engarrafada nas algibeiras,<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">tantas vezes amputado em corridas sem meta,<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">gastas de tanto reasfaltadas,<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">repetido "mastiga-las" com dentes cariados.<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">trauteio cantos com o silêncio da voz tremida.<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">converti-me, condenado à companhia da alma "mater".<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">tenho a fé incrédula, disforme pela distância míope.<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">mordo esquinas em recta na busca de ângulos,<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">na expectativa de muros<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">tenho os cabelos desordenados,<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">acordados sob cobertas axadrezadas,<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">confundidos pela alumiação de estrelas fundidas.<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">recorri às telas com faces ruborizadas de cansaço,<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">vislumbrei a sobriedade dos escolhidos,<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">ganhei medo por receio de ser medo.<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">sou ametista deslapidada por teimosia!<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">rasguei as nuvens com raiva infantil,<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">eclipsei por birra o rito do nascer do sol<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">com a insanidade alheada do incessante vagabundear.<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">preciso reunir-me, caco à caco, para me ser um novo eu!<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><font face="Times New Roman" size="3"> </font></o:p></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">Ruy de Nilo (RdN)<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font size="3"><font face="Times New Roman">06/04/2006<o:p></o:p></font></font></p> <p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><font face="Times New Roman" size="3">23h20m</font></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:433 2006-03-11T17:53:00 Memorizando memórias 2006-03-17T16:40:05Z 2006-09-15T15:07:39Z <img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/0001g37p" /> <p> </p> <p><strong>Foto:</strong> <strong><font color="#ff6600">Manuela Viola </font></strong></p> <p> </p> <p>A ausência dos que partem e a dor dos que ficaram, alimenta o sofrimento e inebria a saudade. O consolo é que ela apenas perdurará enquanto existirmos. Será? Gostaria de ter essa certeza. Essa incerteza ocupa-me o pensamento, aflige-me ... mas perdi-te. Que maior aflição inquieta-te, sentimento?</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:533 2006-02-14T15:14:00 Dia de S. Valentim 2006-03-17T16:40:06Z 2006-06-29T10:21:12Z <p><img height="188" alt="20.gif" width="200" border="0" src="http://orostodachuva.blogs.sapo.pt/arquivo/20.gif" /> </p> <p><strong><a href="http://www.educom.pt" rel="noopener"><font color="#ff6600">www.educom.pt</font></a></strong> </p> <p> </p> <p>As comemorações de 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, como dia dos namorados, têm várias explicações possíveis – umas de tradição cristã, outras de tradição romana, pagã. A Igreja Católica reconhece três santos com o nome Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no século III da nossa era, em Roma, tendo morrido como mártir em 270. Em 496, o papa Gelásio reservou o dia 14 de Fevereiro ao culto de S. Valentim. Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II. Cláudio queria constituir um exército romano grande e forte; não conseguindo levar muitos romanos a alistarem-se, acreditou que tal sucedia porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias para partirem para a guerra. E a solução que encontrou… foi proibir os casamentos dos jovens! Valentim ter-se-á revoltado contra a ordem imperial e, ajudado por S. Mário, terá casado muitos pares em segredo. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro. A lenda tem ainda algumas variantes que acrescentam pormenores a esta história. Segundo uma delas, enquanto estava na prisão Valentim era visitado pela filha do seu guarda, com quem mantinha longas conversas e de quem se tornou amigo. No dia da sua morte, ter-lhe-á deixado um bilhete dizendo «Do teu Valentim». Quanto à tradição pagã, pode fundir-se com a história do mártir cristão: na Roma Antiga, celebrava-se a 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) um festival, os Lupercalia. Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas. Cada rapaz retirava um nome, e essa rapariga seria a sua «namorada» durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia). Com a cristianização progressiva dos costumes romanos, a festa de Primavera, comemorada a 15 de Fevereiro, deu lugar às comemorações em honra do santo, a 14. Há também quem defenda que o costume de enviar mensagens amorosas neste dia não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se cria que o dia 14 de Fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves. Com os tempos, o dia 14 de Fevereiro ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra e na França – e, mais tarde, nos Estados Unidos. Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializadas no início do século XIX. Actualmente, o dia de S. Valentim é comemorado em cada vez mais países do mundo como um pretexto para os casais de namorados trocarem presentes. Dia dos Namorados! Hoje! E amanhã e depois e depois? Bate-se nas mulheres, insultam-se, traem-se, ofendem-se, não se respeitam? Não há presentes, esquece-se o dia de aniversário, não há surpresas, não há amor? Tal como o Natal. O Amor deveria ser celebrado todos os dias. Não quando o consumo quer! </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:909 2006-01-24T21:20:00 A hora dos mágicos 2006-03-17T16:40:06Z 2006-06-29T11:44:51Z <img alt="" src="http://fotos.sapo.pt/lancelote/pic/00013c02" /> <p><strong>Foto: <font color="#ff6600">Ricardo Alves </font></strong></p> <p> </p> <p>só agora sei que sou chão de céu que sou nuvem de pedra simetricamente tracejado pelo horizonte só agora sei que me reflicto onde nem imaginava chegar que tenho as teias no pensamento a estilizarem-me o olhar da alma só agora sei que a ilusão é distracção que a realidade já a tenho e que o momento da palavra magoa só agora sei que me fazes falta e precisava da tua presença que o silêncio me confrange humilhando a dependência e que é chegada a hora dos mágicos os mesmos que me iludiram poderes gostar-me houdinaram puderes querer-me os mesmos que pensaram, que amarmo-nos era mais um número da ilusão da vida. </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:1269 2005-12-23T19:34:00 Hô,hô, hô. 2006-03-17T16:40:06Z 2006-03-17T16:40:06Z <img alt="KS82337.jpg" src="http://orostodachuva.blogs.sapo.pt/arquivo/KS82337.jpg" width="200" height="300" border="0" /><br /><br />Desejo a todos um feliz natal em família, e um bom ano novo que se avizinha.<br /><br /> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:orostodachuva:1300 2005-12-07T00:44:00 O grito do silêncio 2006-03-17T16:40:06Z 2006-03-17T16:40:06Z <img alt="1000imagens.jpg" src="http://orostodachuva.blogs.sapo.pt/arquivo/1000imagens.jpg" width="480" height="358" border="0" /><br />By Pedro Monteiro<br /><br />pensamos que era no passo acelerado do enviuzar do dia sobre os despojos da noite,<br />que haviámos de repensar, <br />por entre a azáfama do dia, <br />o recuo e o refrear da aceleração das batidas do coração. <br /><br />conspirar alternativas jamais aspiradas, <br />desconstruir bocados de tinta que eternamente conceberam a alma do quadro, <br />aquele por nós percebido, <br />apenas por nós notado e que perante quem o desconhece, sorrimos cumplicemente. <br /><br />a verdade é que o ritmar permanece, ofusca mesmo... <br />o que não notámos é que a vida acelerou o seu passo, <br />e fez do dia-à-dia uma espiral estonteante <br />em que nos condenamos doce e perpétuamente <br /><br />a sofrermos por nos ausentarmos, <br />a chorarmos por querermo-nos, <br />a revoltarmo-nos por sabermos <br />que sabemos e vivemos aquilo que queriamos que o mundo souesse o que vivemos.<br />